O Dia dos Namorados é a data perfeita para falar sobre o presente que nenhuma loja vende, mas que muda tudo: o primeiro apartamento de vocês dois.

Existe um momento na vida de um casal em que as conversas sobre o futuro deixam de ser sonho e começam a virar planejamento. É quando os dois percebem que estão construindo uma vida juntos de verdade, com projetos compartilhados, metas em comum e uma vontade crescente de ter um lugar que seja de vocês.

Para muitos casais jovens, esse momento chega acompanhado de uma dúvida que parece um muro: será que a gente consegue comprar um apê juntos? A renda de cada um não é suficiente sozinha. A entrada parece distante. As regras do financiamento parecem complicadas.

Mas existe uma ferramenta poderosa que a maioria desconhece ou subutiliza, e que pode transformar completamente esse cenário: a composição de renda. Quando dois compram juntos, as portas que pareciam fechadas se abrem de um jeito surpreendente.

Se você e seu parceiro ou sua parceira estão pensando em dar esse passo, este guia foi feito para vocês.

O que é Composição de Renda e por que ela muda tudo?

A composição de renda é a possibilidade de somar os rendimentos de duas ou mais pessoas para fins de financiamento imobiliário. Na prática, isso significa que a Caixa Econômica Federal ou o banco vai considerar o salário de ambos para calcular o quanto vocês podem comprometer mensalmente com a parcela do financiamento e, a partir disso, qual o valor máximo do imóvel que o casal pode adquirir.

As instituições financeiras costumam aceitar que a parcela do financiamento comprometa até 30% da renda familiar bruta. Quando você some duas rendas, esse teto sobe significativamente.

Para entender na prática, considere um casal em que cada pessoa ganha R$ 3.500 por mês. Individualmente, cada um teria uma capacidade de pagamento de cerca de R$ 1.050 por mês, o que limita bastante o valor do imóvel que poderia financiar sozinho. Juntos, a renda familiar chega a R$ 7.000, e a capacidade de pagamento sobe para R$ 2.100 mensais, o que abre um leque completamente diferente de possibilidades dentro do Minha Casa, Minha Vida.

Esse salto não é marginal. É a diferença entre ficar de fora do programa e se qualificar com folga para uma faixa com taxas de juros muito mais acessíveis.

Quem pode compor renda?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os casais que estão considerando a compra do primeiro imóvel. A resposta é mais abrangente do que muita gente imagina.

Casais em união estável podem compor renda normalmente, sem necessidade de casamento formal. Namorados com projeto de vida em comum também podem compor, desde que ambos assinem o contrato de financiamento e sejam coobrigados pela dívida. Isso significa que os dois vão constar como proprietários do imóvel no registro.

Familiares como pais, filhos e irmãos também podem compor renda entre si, o que abre possibilidades interessantes para quem está comprando com apoio da família.

Como funciona o FGTS duplo?

Além da composição de renda, existe outro benefício poderoso que os casais frequentemente deixam de aproveitar ao máximo: o uso do FGTS de ambos os compradores.

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço pode ser utilizado no financiamento imobiliário de diversas formas. Ele pode ser usado para complementar o valor da entrada, amortizando o saldo que precisa ser financiado, para reduzir o saldo devedor do financiamento a qualquer momento durante o contrato e para diminuir o valor das parcelas mensais, tornando o compromisso mensal mais confortável.

Quando os dois integrantes do casal usam o próprio FGTS, o impacto é dobrado. Uma entrada que seria de R$ 30.000 pode se tornar muito mais viável quando cada um contribui com o saldo que acumulou ao longo dos anos de trabalho com carteira assinada.

Para usar o FGTS no financiamento imobiliário, cada pessoa precisa atender a alguns requisitos básicos. É necessário ter pelo menos três anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos os empregos anteriores e o atual. Não pode ser proprietário de imóvel residencial urbano, concluído ou em construção, no município onde mora ou trabalha. E não pode ter outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação em qualquer parte do Brasil.

E se um dos dois for autônomo ou profissional liberal?

Essa é outra dúvida que aparece com frequência e que costuma gerar insegurança desnecessária. Ser autônomo não impede a aprovação do financiamento. Exige apenas uma abordagem diferente na organização da documentação.

Para quem não tem carteira assinada, a comprovação de renda pode ser feita por meio de declaração de imposto de renda dos últimos dois anos, extratos bancários dos últimos seis a doze meses, recibos de prestação de serviços, declaração comprobatória de percepção de rendimentos, conhecida como Decore, emitida por contador habilitado, ou contrato de prestação de serviços vigente.

O mais importante é que a renda esteja documentada de forma consistente e que o histórico bancário reflita os valores declarados. A Quartzo conta com consultores especializados em trabalhar com perfis de compradores autônomos e profissionais liberais, e o time está preparado para orientar o casal em cada etapa da organização documental.

Passo a passo: o que vocês precisam para comprar juntos

O processo de compra em conjunto é mais organizado do que complexo. Com a documentação certa e o suporte adequado, as etapas fluem de forma natural.

De modo geral, vocês vão precisar apresentar documentos de identificação de ambos, como RG e CPF, comprovante de estado civil ou declaração de união estável quando aplicável, comprovante de renda dos dois, sendo holerite ou contracheque para CLT e documentação específica para autônomos, comprovante de residência atual de cada um, extrato atualizado do FGTS de ambos e declaração de imposto de renda dos últimos dois anos, quando houver obrigatoriedade de entrega.

A consulta prévia ao score de crédito de cada um também é uma etapa importante. Eventuais pendências financeiras devem ser resolvidas antes de dar entrada no processo de financiamento, pois afetam diretamente a análise de crédito.

Detalhe de um casal de mãos dadas, simbolizando a união.

Os erros mais comuns que casais cometem na hora de comprar

Conhecer os erros mais frequentes é uma forma eficiente de evitá-los. O primeiro e mais comum é não considerar o FGTS dos dois desde o início do planejamento. Muitos casais focam apenas no saldo do parceiro que tem mais tempo de carteira assinada e deixam o outro fundo intocado, perdendo uma oportunidade importante de reduzir a entrada ou as parcelas.

O segundo erro é não planejar a composição de renda antes de começar a pesquisar imóveis. Quando o casal chega ao processo sem ter feito essa conta, corre o risco de se apaixonar por um imóvel fora do seu alcance ou, ao contrário, de subestimar o próprio poder de compra e se contentar com menos do que poderia ter.

O terceiro erro é deixar para regularizar a documentação em cima da hora. Pendências no CPF, inconsistências no imposto de renda ou saldo de FGTS bloqueado podem atrasar semanas o processo de aprovação, e em um mercado aquecido, essas semanas podem fazer diferença.

O quarto erro é não buscar orientação especializada. O processo de financiamento imobiliário tem nuances que variam conforme o perfil de cada comprador, o valor do imóvel, a faixa do MCMV e as condições do banco escolhido. Um consultor experiente faz toda a diferença na hora de encontrar a combinação mais vantajosa para o casal.

Quanto tempo leva para ser aprovado?

O prazo de aprovação de um financiamento imobiliário varia conforme a instituição financeira, a completude da documentação e o perfil de crédito do casal. De forma geral, com toda a documentação organizada e sem pendências, o processo costuma levar entre 15 e 45 dias para a aprovação formal.

A Quartzo acompanha o casal durante todo esse processo, orientando na montagem do dossiê documental, facilitando o contato com a instituição financeira e garantindo que nenhuma etapa seja perdida ou atrasada por falta de informação.

O melhor presente tem endereço

O Dia dos Namorados vem e vai, mas um apartamento fica. É onde a vida acontece, onde as memórias são construídas e onde o patrimônio do casal começa a tomar forma de verdade.

Organizar a documentação, entender as regras do MCMV e planejar o uso conjunto do FGTS pode parecer um processo complexo quando visto de fora. Mas com o suporte certo, cada etapa se torna mais simples e cada dúvida encontra uma resposta clara.

Na Quartzo, o time de consultores está pronto para sentar com vocês, entender a situação financeira do casal em detalhe e encontrar o caminho mais inteligente para transformar o planejamento em contrato assinado.

Porque o melhor presente que vocês podem se dar não tem embrulho. Tem endereço.

Fale com a gente e descubra como o primeiro apê de vocês dois pode estar muito mais próximo do que parece. Faça uma simulação gratuita agora.